Saúde

Diabetes Melitus do tipo 2

 
É uma doença crônica que não possui cura, provocada pela deficiência da produção e/ou incapacidade no uso do hormônio insulina pelo organismo. A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas.

Esta doença afeta o processamento dos alimentos, interferindo no metabolismo da glicose, das proteínas e gorduras.

O organismo aproveita o alimento como fonte de energia, especialmente os açúcares ingeridos (glicose) transportando-os do sangue para nutrir as células do corpo. A insulina facilita a entrada da glicose no interior das células e controla a sua taxa no sangue. Quando o pâncreas não produz ou não orquestra a utilização adequada da insulina, as células não absorvem suficientemente o açúcar, resultando num estado de altas quantidades de açúcar no sangue (ou hiperglicemia), ou seja, a evidência clínico-laboratorial para o diagnóstico do diabetes.

O Diabetes Melitus do tipo 2 ocorre em  pessoas predispostas quando envelhecem ou ganham peso, por isso é mais comum em adultos acima dos 40 anos, ou  indivíduos que se encontram obesos, independente de sua idade.

Embora a grande maioria dos casos possa se apresentar sem sintomas, o diabético também reconhecer alguns sinais agudos comuns da hiperglicemia que sugerem a doença:

  1. Sede excessiva e ingestão de muitos líquidos
  2. Aumento da vontade de urinar
  3. Perda de peso
  4. Turvação visual
  5. Fadiga, cansaço, fraquezas, tonturas
  6. Aumento de infecções bacterianas  ou fúngicas, especialmente na pele, vias urinárias e vaginais.
  7. Maior tempo para cicatrização de feridas
  8. Formigamento de membros, especialmente mãos e pés, câimbras

Caso a taxa de açúcar permaneça muito elevada por longo tempo e não seja controlada ou identificada, pode levar a sérias complicações, chamadas complicações crônicas do diabetes. São elas:

Retinopatia diabética

Lesões que aparecem nos pequenos vasos que irrigam de sangue a retina, podendo levar progressivamente à cegueira. É freqüente e pode estar associada ou não à catarata.

Nefropatia diabética

São alterações nos vasos dos rins e no mecanismo de filtração do sangue no organismo, levando a redução lenta e progressiva da função renal, comprovada pela perda de proteínas na urina. Se não controlada adequadamente, culmina com insuficiência renal crônica, e, em seu extremo, a necessidade de hemodiálise e transplante renal.

Alterações cardio-vasculares

São as complicações que ocorrem quando os grandes vasos são afetados. Ocorre uma obstrução da circulação sanguinea para o coração (levando ao infarto do miocárdio) e para o cérebro (acidente vascular cerebral - derrame). Geralmente, associados com um aumento dos níveis de LDL colesterol e/ou triglicérides.

Neuropatia diabética

Alterações dos nervos, levando a perda das sensações, lentificação dos reflexos, imobilizações, formigamentos e dor em pés e mãos.

Pé diabético

Devido ao mau controle da taxa de açúcar no sangue, a circulação dos pés é afetada, juntamente com a alteração dos nervos (neuropatia diabética) e comprometimento dos fatores de cicatrização propiciam a formações de calosidades que podem evoluir a feridas (úlceras) e, em casos extremos necessidade de amputações.
O bom controle do diabetes depende do paciente e do médico.
É um tratamento que é determinado por vários fatores, abaixo descritos:

1.Medicação

O diabetes não possui cura, mas sim controle. Os medicamentos basicamente tem a função de reduzir a glicemia, e como conseqüência diminuir os riscos de desenvolver as complicações crônicas. Por isso é tão importante o uso regular e correto das medicações e não abandonar jamais a medicação sem a orientação de seu médico.

2. Dieta

O tratamento nutricional contribui muito para normalização da taxa glicêmica, além de diminuir os fatores de risco, tanto cardio-vasculares, como da obesidade.

3. Exercícios físicos

O controle do diabetes melhora com a prática regular de atividades físicas. A glicemia reduz, pela melhora da captação do açúcar excessivo no sangue e seu aproveitamento com a prática dos exercícios.  Mas é necessária a avaliação adequada para detectar neuropatias ou alterações cardio-circulatórias que possam contra indicar a realização da atividade.

4. Cuidados pessoais

A inspeção regular dos pés e atenção para lesões de pele, dor ou formigamentos, assim como cuidados com os dentes e olhos.

5. Evitar o tabagismo

O fumo é um dos fatores de risco para complicações cardio-vasculares, agravando ainda mais o controle do diabetes, é muito aconselhável que o diabético não fume.

Muitos diabéticos, após conseguirem um controle adequado seguindo as orientações, entendem bem a sua doença. Tenha sempre um médico, com quem possa contar e procure-o quando necessário. Existem diversos problemas que só podem ser diagnosticados através de exames clínicos e laboratoriais.

Viva bem e com saúde!

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